17 fevereiro 2013

O futuro da internet no Brasil e no mundo

Olá, que tal refletirmos um pouco sobre essa 'Maravilha sem Dono'... Mas afinal, é verdade que a grande rede está em risco?

A internet, por definição, é um ambiente livre. Quantidades imensas de informação tornaram-se disponíveis a todos, transações passaram a estar ao alcance dos dedos, opiniões puderam ser exprimidas facilmente gerando e articulando grupos de interesse e de ação. O mundo mudou muito desde a criação da internet e, cremos, para muito melhor.
Vejamos!

Outro dia, lendo um artigo publicado por um de nossos parceiros, o blog Quase TudOnline -RECOMENDO-, confesso que fiquei sem resposta quanto às questões levantadas pelo autor: Quem controla a rede online? Onde vamos parar? Afinal, qual o seu futuro?

Este tema é complexo. Principalmente quando o debate se estabelece entre representantes de governos que já perderam o bonde da história, ou seja, a governança do fluxo das informações.

Mas o tema é recorrente pois se faz necessário regulamentar questões técnicas e econômicas relativas aos destinos da internet para o futuro.
Neutralidade da Rede

Os conceitos de Marco Civil da Internet e neutralidade da rede devem ser entendidos para que as bases das negociações se estabeleçam entre os interesses de empresas de mercado, academia, governos e direitos da sociedade civil.

Veja artigo assinado por Dorian Lacerda da ISAT a respeito de Neutralidade da Rede: Insegurança jurídica da Internet é mundial.

Anarquia X governança e controle

Na realidade, o ambiente da Internet faz valer algumas utopias. Dá vida ao direito de livre expressão e ao exercício da plena cidadania. Rompe fronteiras, faz pulsar a inovação e cria condições para novos modelos de negócios para pavimentar a lógica da Nova Economia. E tudo isso só está acontecendo por que driblou os laços, carimbos e leis cartoriais dos governos.

Esta nova lógica coloca em xeque instituições engessadas, incluindo a academia, governos e demais sistemas limitadores aprisionados por ideologias falidas.

E tudo isso acontecendo de baixo para cima, numa velocidade incrível, sem interferências dos governos, dando vida a Regiões do Conhecimento. Mas no transcorrer da semana de 3 a 7 de dezembro, aconteceu a Conferência Mundial de Telecomunicações Internacionais, a WCIT 12 (sigla em inglês), em Dubai, para regular a anarquia criativa da internet. Afinal, quem vai pagar a conta da infraestrutura necessária para ampliar a Internet no mundo? Sim, esta pergunta também é pertinente…

Lá estavam 1.500 delegados de 193 países e 700 representantes das empresas Telecom, de instituições acadêmicas e observadores. Todos empenhados em definir as regulamentações internacionais da Telecomunicação (ITRs é a sigla da ONU para as regulamentações, sob a égide da União Internacional de Telecomunicações – UIT). Esta é a árdua missão deste fórum…

Como já deu para perceber, quando muito peixe grande senta à mesa, a chance de não dar certo e não conseguir o entendimento é gigantesco. Principalmente quando o tema mistura méritos de conteúdos que possam colocar em risco a soberania nacional de países de regimes autoritários e questões de infra estrutura e interesses corporativos das teles.

Quem diria, a pretensão deste fórum é definir o futuro dos 2,3 bilhões de internautas no mundo e 56 bilhões de usuários de celulares. Com certeza, se os governos tivessem o poder de legislar sobre o ar, o sol e os ventos, teríamos que pagar muitos impostos.
Infra-estruturas X vida on-line

Acontece que as infra-estruturas de telecomunicações são como ar para que os países possam desenvolver suas economias. Isso sem falar das questões de segurança, com robôs dependendo das infra-estruturas de sistemas de informações de satélites.

O cerne da questão é o poder sobre a vida on-line, de tudo que acontece na dimensão do ciberespaço. Os governos querem encontrar formulas para legislar sobre a infraestrutura, interconexões, roaming de ligações internacionais e serviços.

Um webmaster amante das tecnologias, criador de conteúdo para a web e idealizador do Informe Tecnológico 2cmultimidia.com (site voltado às tendências de tecnologias), onde compartilha experiências com seus web leitores.

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