10 agosto 2011

BlackBerry vai ajudar em investigação sobre violência em Londres


A Polícia Metropolitana de Londres acredita que o BlackBerry Messenger, aplicativo de troca de mensagens instatâneas entre usuários dos smartphones BlackBerry, foi o principal meio usado para organizar os atos de violência que acontecem na capital da Inglaterra desde sábado. A Research in Motion, responsável pela fabricação do aparelho e gestão do serviço de mensagens, declarou que já contatou as autoridades para ajudar na investigação, de acordo com o site do The Guardian.
O diretor regional de marketing da RIM, Patrick Spence, confirmou que a canadense pretende auxiliar a polícia inglesa, mas não entrou em detalhes de que forma farão isso, acrescentando apenas que a empresa age de acordo com as leis britânicas no que tange à interceptação de mensagens, e que coopera com o Home Office - órgão do governo responsável pela segurança no país europeu.
Os protestos desse fim de semana podem ter sido os primeiros organizados majoritariamente via BlackBerry Messenger (BBM). Além de gratuito e privado, o serviço encripta as mensagens assim que saem do telefone do usuário, o que dificulta a identificação de quem enviou o texto. As mensagens disseminadas via broadcast - de um usuário para muitos - teriam sido reencaminhadas e ganhado amplitude no Facebook e no Twitter, enquanto as autoridades tentavam acompanhar e evitar as ações violentas.
Uma série de mensagens no BBM incitava os usuários a comparecer a determinados lugares e efetuarem saques. Na segunda-feira, uma mensagem enviada em larga escala convidava à participação em ataques em Stratford, na região leste de Londres. No domingo, outra postagem chamava protestantes a Oxford Circus, na zona central da capital inglesa, para "puro terror, devastação e saques".
Em coletiva de imprensa, o comissário adjunto da Polícia Metropolitana londrina, Steve Kavanagh, afirmou que as autoridades pretendem rastrear os manifestantes que publicaram mensagens "de incentivo à violência", tanto no BlackBery Messenger (BBM) quanto no Twitter e Facebook. A investigação para encontrar os responsáveis já estaria em curso, segundo Kavanagh, e os envolvidos devem ser presos por causa das mensagens.
A página do Facebook que homenageia Mark Duggan, morador de Tottenham cuja morte foi o estopim dos protestos do fim de semana, mudou de postura desde o início da onda de violência. Aos mais de 10 mil fãs para quem pediu, no sábado, que enviassem fotos de carros e ônibus incendiados, o perfil pediu nesta segunda-feira que quem se importa com Duggan deve parar com a violência e os saques. "A família de Mark não precisa disso!", escreveram os responsáveis pela página.
Terra

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